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Copos Stanley”. Contrafação no Comércio Exterior. Quando a falta de análise jurídica transforma uma importação promissora em prejuízo certo

O Comércio Internacional é um dos motores da economia global, mas navegar por esse ambiente exige muito mais do que dominar logística, fornecedores e custos. Há um componente frequentemente negligenciado por importadores: a Propriedade Intelectual. A fronteira entre oportunidade comercial e violação de marca ou design industrial é estreita, como demonstra o caso analisado pelos advogados Sidnei Lostado e Deborah Calomino, da Lostado & Calomino Advogados.

O importador, acreditando ter encontrado um produto com grande potencial de venda no Brasil, decidiu importar copos de inox com formato idêntico aos famosos modelos da marca Stanley. O plano parecia simples: trazer o produto sem logomarca e aplicar sua própria identidade no mercado nacional. O erro ocorreu exatamente aí. Ao focar apenas na ausência do logo, o importador ignorou que o design industrial também é protegido por lei, independentemente da marca estampada.

No ambiente aduaneiro, a contrafação é definida pela reprodução não autorizada de características protegidas. E a fiscalização da Receita Federal é rigorosa no combate a essas práticas. Assim que os lotes chegaram ao Brasil, foram selecionados para conferência física. Os fiscais identificaram que os copos apresentavam aparência extremamente semelhante aos produtos Stanley. Amostras foram retiradas e encaminhadas ao representante oficial da marca.

O laudo técnico foi categórico: o produto trazia “característica essencial falsificada ou adulterada a ponto de dificultar sua identificação”, configurando violação clara da propriedade industrial registrada no Brasil. Diante disso, a autoridade aduaneira aplicou a pena de perdimento, uma das sanções mais severas no direito aduaneiro, destinada a coibir a contrafação e proteger titulares de marcas e designs registrados no INPI.

Após receber a notícia, o importador procurou a Lostado & Calomino Advogados buscando uma alternativa judicial. Entretanto, a análise técnica dos fatos e a jurisprudência consolidada no país evidenciaram que as chances de reversão eram praticamente inexistentes. Com transparência e rigor jurídico perante o importador, os advogados orientaram o cliente a não judicializar o caso, reforçando o entendimento de que a proteção da marca e, sobretudo, do design industrial, é determinante no comércio exterior.

Este caso deixa uma lição essencial para todo operador do comércio internacional. A proteção de ativos intelectuais, marca, desenho industrial, identidade visual, deve anteceder qualquer tomada de decisão logística ou comercial. A falta de análise prévia pode transformar oportunidades legítimas em riscos fiscais, financeiros e reputacionais de grande impacto.

Dessa conclusão estratégica retirou-se uma lição clara. A proteção da marca e do design industrial deve ser prioridade de qualquer projeto de importação e a consultoria jurídica especializada é indispensável para evitar contrafação, perdimento e prejuízos irreversíveis.

Se sua empresa enfrenta problemas na importação ou exportação, ou deseja prevenir riscos antes de expandir operações, estamos aqui para orientá-lo com segurança e estratégia. Agende sua consulta.

Sidnei Lostado

Advogado e Sócio diretor da Lostado & Calomino Sociedade de Advogados

Mestre em Direito Público pela Uniceb

Pós-Graduado em Direito Tributário pela Unisantos

Professor Universitário Licenciado

Coautor do Livro: Direito Aduaneiro Contemporâneo

Membro da Comissão de Direito Aduaneiro da OAB

Curador do Papo de Comex

Sidnei lostado

Sidnei Lostado, advogado especializado em comércio exterior, mestre em direito, professor de pós-gradução com diversos artigos publicados sobre direito aduaneiro e direito marítimo, sócio da Lostado & Calomino Advogados

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